Não podemos escapar de nós mesmos - Flávio Hastenreiter - Terapia Cognitivo-Comportamental
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Não podemos escapar de nós mesmos

Não podemos escapar de nós mesmos

Jetsunma Tenzin Palmo

A maioria das pessoas têm problemas para ficar sozinhas porque não são amigas de si mesmas. Claro que em última análise estamos tentando ir além do ego. Estamos tentando ver através das invenções de nosso autoapreço. Porém, nesse meio-tempo, temos que ser amigos de nós mesmos e não o nosso pior inimigo, pois da nossa mente jamais podemos escapar. Muita gente se sente deprimida quando fica sozinha porque escuta apenas as narrativas negativas das novelas que a mente apresenta e das quais não pode escapar.

A pessoas pensam que, quando se está solitário ou afastado dos outros, você está fugindo, mas na verdade essa é a ocasião em que não dá para fugir, pois não existe contato externo. Você não consegue se distrair. Tem que encarar o que quer que venha à mente. Não pode escapar, não pode ligar a televisão ou telefonar para os amigos. Tem que encarar o que é. Por isso, faz muito sentido aprender como aceitar a si mesmo em vez de ser tão julgador e ríspido, o que só gera muito julgamento e crítica dos outros. Se nos sentimos bem com nós mesmos e nos tornamos amigos de nós mesmos, a ente vai cooperar e desejar ser uma boa praticante, em vez de se opor. Uma vez que estejamos mais à vontade com nós mesmos, mais em paz, podemos começar a questionar nossas suposições, ideias e memórias, e perceber o quanto inventamos nosso mundo interior e não falamos a verdade para nós mesmos.

Não sabemos como as coisas realmente são; apenas inventamos essas fantasias continuamente. Quando começamos a olhar para nós mesmos, a nos encarar para valer, isso também abre a oportunidade para sermos verdadeiramente honestos e ficarmos em paz com os outros. E então, quando estamos com os outros, não nos sentimos tão julgadores ou críticos, defensivos ou paranoicos. Quando nos aceitamos, podemos aceitar os outros também.