Relação amorosa: a importância de manter a clareza na comunicação - Flávio Hastenreiter - Terapia Cognitivo-Comportamental
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Relação amorosa: a importância de manter a clareza na comunicação

Relação amorosa: a importância de manter a clareza na comunicação

Lissia Ana Basso

O amor, por vezes, é idealizado de tal forma que nunca nós, humanos mortais, sentiríamos. É necessário aprender a voar com os pés no chão, porque talvez o “viveram felizes para sempre” seja encontrado apenas nos filmes. Há quem diga que sofrer por alguém, não é amor, e não é para ser. Será que é coisa do destino?! Ficamos tristes, sentimos injustiçados e rejeitados por uma pessoa que estávamos apostando todas as fichas, mas não foi dessa vez. Quantas vezes já repetimos internamente: “Não foi dessa vez”?!

Depois de algumas tentativas consideráveis, sem atingir o objetivo, fica difícil acreditar que iremos viver uma história bonita. Foram tantas tentativas, que já sabemos o caminho de cor e salteado. Contudo, o que muitas vezes passa despercebido é o motivo que levou ao rompimento. Não, não foi seu cabelo sempre bagunçado ou os kg a mais. Uma das causas dos términos dos relacionamentos afetivos-amorosos, é a comunicação, ou melhor dizendo, a falha em nos comunicar.

Quando queremos ‘A’, e deixamos subentendido que queremos ‘A’, possivelmente não seremos atendidos, vamos nos frustrar e ficar chateados porque a outra pessoa não ofertou o que estávamos precisando. Acabamos nos afastando da pessoa que queríamos estar próximos, começamos a imaginar que a outra pessoa não está nem aí para a gente. Ficamos monossilábicos e falamos friamente, porque “poh, como que ciclano não se deu por conta, nem desculpas pediu?!” Como consequência disso, ciclano começa a se afastar (já que o papo está difícil e não estamos disponíveis), confirma o que suspeitávamos desde o início. Será que pedimos de maneira clara e objetiva, por aquilo que estávamos precisando?

Mesmo que fulano tenha empatia desenvolvida, ainda não tem superpoderes para ler nossa mente e saber o que de fato, precisamos. Parece soar como algo tão bobo, mas o quesito achismo – dar a entender, é algo muito poderoso, porque podemos achar qualquer coisa sobre qualquer coisa, mas achar isso ou aquilo, não significa que estamos dizendo que de fato, é isso ou aquilo. Aí, a probabilidade de entendermos de maneira distorcida o que acontece, é altíssima.

É inegável que em algum momento, vamos sentir magoados e vamos magoar quem amamos, porque a perfeição em se relacionar, é utopia. Porém, é necessário ficar atento para alguns cuidados que podem ser cruciais ao buscarmos por uma relação afetiva-amorosa, saudável. Seguem eles:

Avalie a situação conforme a descrição dos fatos em si e não sobre o que você entendeu sobre a situação.

Seja essencialmente verdadeiro.

Respeite seus sentimentos e suas escolhas. Respeite os sentimentos e escolhas de quem você ama.

Antes de criar uma expectativa sobre o andamento do relacionamento, certifique-se de que tem chances de acontecer.

Quando estiver na dúvida se você conseguiu falar o que pretendia, peça feedback. Solicite que a pessoa lhe fale o que você acabou de dizer.

Se estiver precisando de um colo, de um abraço. Peça! É gratificante e prazeroso receber colo e abraçar quem você ama.

Monitore o tom e o volume da voz. Às vezes, você pode falar tão alto, que a pessoa pode não conseguir lhe ouvir.

Pensar sobre o que você pensou, poderá lhe ajudar a ser mais assertivo.

Leve em consideração as suas escolhas e preferências, flexibilize quando necessário.

Manifeste seu afeto. Um cartão com meia dúzia de palavras genuínas, pode ser mais fortalecedor do que uma caixa de bombons suíços.

Ofereça disponibilidade quando quiser e puder estar disponível.

Reconheça e valide cada objetivo atingido. Vibre e comemore junto.

Evite criticar algo que você não gosta no outro. Em vez disso, queixe-se e expresse o que você sente. A criticidade não ajudará a resolver o seu problema.

O medo faz parte de nossas vidas, mas ele não precisa ter o controle sobre ela. Esteja disposto a enfrenta-lo, esteja disposto a tentar mudar o que está lhe incomodando.

Se coloque no lugar do outro. Seja humilde.

Lembrar que os itens citados não são regras, que não existem manuais, receitas de bolo a serem seguidas para ter sucesso no campo amoroso, já é um grande passo. Descobrir o caminho, requer coragem e motivação, mas o objetivo final é o mesmo para todos: diminuir os ruídos da relação para que ela seja plena e satisfatória.

Por Lissia Ana Basso, psicóloga Cognitivo-Comportamental e professora na Wainer Psicologia Cognitiva

Fonte: Wainer Psicologia Cognitiva

*As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.