Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) - Flávio Hastenreiter - Terapia Cognitivo-Comportamental
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Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

Aristides V. Cordioli

As manifestações do TOC são variadas: obsessões e compulsões, envolvendo uma grande diversidade de apresentações, além de evitações, indecisão, lentidão e hipervigilância.

Os medos e os comportamentos repetitivos são as características mais marcantes do TOC.

Obsessões são pensamentos ou impulsos involuntários ou impróprios que invadem a mente da pessoa de forma repetitiva e persistente. São acompanhadas de medo, angústia, desconforto ou desprazer, interferindo nas atividades diárias, nas relações interpessoais ou ocupando boa parte do tempo do indivíduo.

Na maioria das vezes, as obsessões são acompanhadas por medos: de contaminação ou de contrair doenças; de cometer falhas; de não conseguir prevenir desgraças futuras; de ferir os outros ou a si mesmo; de cometer atos impróprios ou moralmente condenáveis; do que significa ter pensamentos impróprios de conteúdo agressivo, sexual, supersticioso ou de sentir nojo ao entrar em contato ou ao ter que tocar em certos objetos ou substâncias.

Compulsões são comportamentos motores ou atos mentais voluntários e repetitivos, executados em resposta a obsessões ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente.

As compulsões ou rituais, bem como as evitações, são realizados com a finalidade de neutralizar os medos que acompanham as obsessões, reduzindo ou eliminando as possíveis consequências desastrosas imaginadas, ou impedindo o contato com objetos e/ou situações que representem “perigo”.

As obsessões e compulsões mais comuns são: preocupação excessiva com sujeira ou contaminação e lavagens excessivas; dúvidas em função da necessidade de ter certeza e consequentes verificações; repetições como contar, tocar, olhar, bater de leve, confessar, estalar os dedos, raspar; preocupação com simetria, exatidão, ordem, sequência e necessidade de alinhar; necessidade de armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar e dificuldade em descartar (colecionismo); preocupação excessiva com números especiais, cores de roupa, datas, horários e evitações; pensamentos, cenas ou impulsos de conteúdo agressivo, sexual ou blasfemo, impróprios, seguidos de evitações ou de rituais para neutralizá-los.

Para o diagnóstico clínico de TOC, além da presença de obsessões e/ou compulsões, os sintomas devem consumir boa parte do seu tempo (mais de uma hora por dia), causar sofrimento acentuado e/ou interferir significativamente na rotina, no funcionamento ocupacional (ou acadêmico) ou nos relacionamentos sociais e familiares, além de não caracterizarem outros transtornos mentais.